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Prefeito Vilela:
"Mico demográfico"
demonstra
desconhecimento
de números
básicos
da cidade
que administra.
Ao lado, detalhe
da notícia do
jornal
Foto:
Raquel
Cunha
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Nonsense
 
Parece piada, mas o prefeito de
Caçapava, Carlos Antônio Vilela (PSD), que nunca
escondeu suas características de rei, agora quer bancar
o imperador de dois milhões de súditos, com a
concentração do poder, óbvio, em suas mãos.
A megalomania do “ainda atual
prefeito” foi verbalizada na primeira audiência pública
para discutir o projeto da RM (Região Metropolitana) do
Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte,
de autoria do governador Geraldo Alckmin (PSDB),
envolvendo o planejamento integrado de 39 municípios, em
tramitação na assembleia legislativa.
No encontro, realizado na
quarta-feira, 16, em São José dos Campos, Vilela
declarou ao repórter do O Vale, Filipe Manoukian:
“Caçapava não é mais uma cidade pequena como antes.
Agora, temos mais de 2 milhões de habitantes”.
A fala do prefeito, que serviu de
gozação geral e foi publicada na edição de quinta, 17,
na página 3 daquele jornal, é o reflexo de que ele
pretende ser um novo Otávio, o primeiro imperador
“disfarçado” de Roma, que forçou um tanto quanto para
receber vários títulos, entre eles: príncipes senatus
(primeiro entre os iguais), imperador (comandante em
chefe), pai da pátria, sacerdote máximo e de Augusto
(divino), com o qual entrou para a história.
E é sempre assim que Vilela faz: tirar
o máximo proveito político possível de qualquer situação
(mesmo ele sendo apenas um coadjuvante) e teimar em
dividir Caçapava (agora toda região) entre a.V. (antes
de Vilela) e d.V. (depois de Vilela). Para tanto, o
prefeito candidato a imperador não se preocupa, para
vergonha geral dos caçapavenses, em ultrapassar as raias
do absurdo.
Agora é aguardada a divisão de poder a
ser criada pelo “imperador” da região. Quais prefeitos
abaixo de Vilela serão os cônsules? Ele terá direito a
substituir os cônsules por um ditador (no caso ele
próprio) em caso de alguma discordância? O Senado será
composto por quantos membros das cidades subjugadas?
Haverá a constituição de assembleias centurial, para
cuidar dos assuntos militares, e curiata, responsável
pelos temas religiosos?
Os juízes dos 39 municípios vão passar
a ser pretores? Os vereadores voltam a ser chamados de
edis e vão cuidar “apenas” da conservação das cidades em
total subserviência ao “poderoso chefão”, renegando suas
“atuais” obrigações de legislar e fiscalizar os atos do
executivo (num modelo inspirado na Câmara de Caçapava)?
No caso dos censores, não haverá
problemas, basta enviar alguns dos atuais “apadrinhados”
da administração Vilela para todos os cantos do seu
“império”, formado, segundo ele, por “dois milhões de
súditos”.
O único medo, então restrito aos
moradores de Caçapava (agora regionalizado), é a de que
Vilela transforme “seu cargo” em vitalício e que, na sua
ausência, a escolha do novo mandante seja feito em cima
de direitos hereditários, como sempre aconteceu nos
impérios, ao contrário das democracias representativas,
onde o chefe do executivo tem obrigação de legislar para
o bem comum, com transparência e zelo do dinheiro
público. Justamente o que não ocorre na cidade
administrada por Vilela.
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